De volta a galeria de vitórias, Oton Jasse finaliza mais um adversário em duelo válido pela edição 151 do Jungle Fight em São José dos Campos.
Na noite de lutas do Jungle Fight 151, a experiência e a técnica refinada falaram mais alto. O carioca de Pedra de Guaratiba, Oton Jasse, de 32 anos, colocou um ponto final em sua sequência negativa ao fazer mais uma vítima com sua marca registrada. O especialista no triângulo de mão provou mais uma vez por que é um dos finalizadores mais letais do MMA nacional, superando o embalado Gustavo “Jones” Souza.
Com o triunfo, Jasse atinge uma marca impressionante em sua carreira: agora são 22 vitórias profissionais, sendo 20 delas por submissão.
O Confronto: Técnica vs. Ímpeto
Oton Jasse entrou no cage com a missão de frear o excelente momento do adversário. Gustavo “Jones”, de 28 anos, vinha de duas vitórias consecutivas e carregava um histórico de respeito, com passagens por eventos como LFA, MMA Series e Prime Championship. Além disso, Jones estava com a confiança nas alturas após um nocaute relâmpago de apenas 7 segundos sobre Dymitry Damianny em abril deste ano.
No entanto, o ímpeto do jovem atleta não foi suficiente para escapar da armadilha de chão armada pelo veterano. Assim que a luta foi para o solo, Jasse encontrou o espaço necessário para encaixar o seu letal triângulo de mão, posição que domina com maestria, forçando os três tapinhas e anotando mais uma submissão para o seu vasto currículo.
“Quando o pescoço sobra para um especialista em triângulo de mão, o resultado é quase sempre inevitável. Eu tenho outras ferramentas para a vitória, mas gosto de finalizar adversários com essa técnica. Essa é minha marca. Estou muito feliz com o resultado dessa noite.” – comenta Oton Jasse
A Redenção do Carioca
A vitória no Jungle Fight 151 tem um sabor especial de redenção para Oton Jasse. O lutador vinha de um momento delicado, amargando três derrotas consecutivas, todas em combates internacionais por eventos europeus de grande porte, como ACA, KSW e Cage Warriors.
Seu último revés havia ocorrido em fevereiro deste ano, contra Andreeas Binder, no Cage Warriors 200. Como é uma dura realidade para muitos atletas brasileiros que buscam oportunidades no exterior, Jasse acabou aceitando esses combates com pouco tempo de preparação (short notice), enfrentando viagens longas e escalas exaustivas que prejudicam o rendimento físico e tático.
De volta ao Brasil, com um camp adequado e no evento onde o MMA nacional ferve, Jasse pôde mostrar a sua verdadeira essência lutadora. Superar adversidades, aliás, não é novidade para o atleta de Pedra de Guaratiba: em 2016, ele foi o grande vencedor do prestigioso Prêmio Osvaldo Paquetá na categoria “Reviravolta do Ano”.





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